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Etapas do tratamento ortodôntico: você sabe quais são?

Atualizado em 29/09/2021
Tempo de leitura: 4 min.
Ao fundo da imagem, há uma mulher sorrindo com aparelho ortodôntico nos dentes.

Pessoas que precisam fazer tratamento ortodôntico se preocupam muito com o tempo de duração dele. O desejo é que as correções sejam feitas o mais rápido possível para ver os resultados e tirar o aparelho, no entanto, aqui cabe o ditado que diz que a pressa é inimiga da perfeição.

Todo tratamento ortodôntico precisa passar por etapas para que o profissional possa corrigir não somente a estética da dentição, mas também a sua funcionalidade. Afinal, quando os dentes estão desalinhados eles não se encaixam com perfeição e isso traz problemas para a mastigação, a fala e até mesmo a respiração, além de prejudicar a saúde bucal e óssea.

Para que você entenda melhor, preparamos este artigo apresentando as diferentes etapas necessárias para corrigir a dentição do jeito certo. Continue lendo para descobrir quais são elas e a importância de cada uma!

1ª Etapa: Avaliação e planejamento

Nessa primeira etapa o ortodontista avalia a dentição do paciente bem como a anatomia dos ossos faciais. Ele diagnostica o tipo de problema a fim de fazer o planejamento do tratamento, para isso, são necessários exames e a coleta de diferentes materiais que ajudarão a estudar o caso e programar os resultados.

Essa etapa é muito importante porque define quais serão as ações do ortodontista. Ela precisa ser muito bem realizada para adotar a técnica correta e o melhor tipo de aparelho, o que se faz nesse primeiro momento é definir os resultados do final do tratamento.

2ª Etapa: Instalação do aparelho

Antes de instalar o aparelho ortodôntico o profissional poderá solicitar outros procedimentos, caso seja necessário, como a profilaxia dentária (limpeza de consultório). Se houver casos de cárie ou gengivite, eles também precisam ser sanados antes de instalar o dispositivo.

Depois dessa preparação da dentição é feita a instalação conforme o tipo de aparelho escolhido. Existem aqueles fixos, que são colados nos dentes, mas também há os modelos móveis, como no caso dos alinhadores. E ainda aparelhos expansores, muito utilizados quando há necessidade de abrir um pouco mais de espaço na arcada dentária.

Também existem mini-parafusos ou mini-placas que são instaladas no osso para auxiliar nas movimentações dentárias, eliminando resultantes de forças que iriam causar movimentações indesejadas em outros dentes. Além, de muitos outros acessórios que auxiliam no decorrer do tratamento, inclusive agilizando-o.

3ª Etapa: Alinhamento e nivelamento

Essa é uma etapa que traz grande satisfação para os pacientes porque os resultados estéticos aparecem muito rápido. Os dentes que estavam desalinhados são corrigidos e devidamente nivelados, como o sorriso fica harmônico, há quem acredite que já está chegando a hora de tirar o aparelho, no entanto, não é bem assim.

Nesse momento, as arcadas dentárias são preparadas para fazer as correções que envolvem a funcionalidade da dentição. Além dos desalinhamentos há também as questões de encaixe (oclusão), os espaçamentos e outros que são corrigidas na próxima fase do tratamento.

4ª Etapa: Correção da oclusão

Alguns pacientes acabam ficando, na verdade, impacientes com essa etapa do tratamento ortodôntico! Isso porque ela é um pouco mais demorada e não apresenta grandes alterações estéticas, que são na verdade o principal foco de quem deseja corrigir os desalinhamentos dentários.

No entanto, corrigir a oclusão é muito importante para que não haja sobrecarga nos dentes, tecidos periodontais e ossos da face. É nesse momento que promovemos o perfeito encaixe de todo o conjunto para prevenir problemas no futuro.

Além de promover a melhor estabilidade do resultado obtido, minimizando a recidiva (a volta dos dentes à posição errada).

5ª Etapa: Finalização

Com os dentes devidamente alinhados, nivelados, sem espaços e a mordida encaixando melhor, é hora de finalizar as correções ortodônticas. Nesta última etapa são feitos ajustes mais finos de pequenos detalhes. É uma etapa trabalhosa que requer muita atenção do profissional e paciência do paciente para não retirar o aparelho antes da hora.

Em muitos casos a finalização envolve o uso de outros acessórios, como os elásticos verticais, que ajudam a melhorar ainda mais o encaixe dos dentes. Tudo vai depender da necessidade de cada caso e dos ajustes que ainda é preciso fazer.

É recomendável a análise de um especialista em oclusão e/ou protesista para os ajustes finos e possíveis trabalhos restauradores e protéticos, caso seja necessário repor dentes ou aumentá-los, de preferência antes da remoção do aparelho, para aí sim planejarmos o momento e o tipo de contenções mais adequadas!

6ª Etapa (e última!): Contenção

Chegou o momento mais esperado: a retirada do aparelho ortodôntico! Porém, esteja atento. Isso não significa que o tratamento ortodôntico está finalizado. Agora, será necessário usar outro dispositivo, mais simples do que aqueles que movimentavam os dentes: o aparelho de contenção.

Sua estrutura é mais leve, não contém tantos componentes como o aparelho fixo e ele pode ser retirado da boca na hora de comer e escovar os dentes. Sua função não é fazer força sobre a dentição, mas evitar a tendência natural de os dentes voltarem para sua posição original (recidiva).

A fase de contenção é aquela que possibilita que os resultados alcançados sejam mantidos a longo prazo. O uso do aparelho é muito importante para que não haja a recidiva dentária, e o tempo de duração dessa fase depende de cada paciente e da resposta do organismo em se adaptar a nova anatomia. Além do equilíbrio da mordida que foi possível alcançar!

Se você for realizar um tratamento ortodôntico lembre-se de que será muito importante ter paciência e cumprir todas as etapas corretamente, a fim de alcançar bons resultados. O ortodontista precisará da sua colaboração para alcançar o sorriso perfeito que você deseja, com uma estética agradável e total funcionalidade.

Após o término de todas as etapas, é fundamental o controle ao longo da vida com o ortodontista, pois as movimentações dentárias podem acontecer a qualquer tempo. E se detectada precocemente, é possível a sua correção mais rapidamente com procedimentos mais simples, antes que necessite um novo tratamento ortodôntico longo como foi o primeiro!

Por Dra. Lícia Ney Pizzocolo Gonzalez
CRO-SP 61423. Formada pela Universidade Estadual de São Paulo – UNESP – em 1998, é pós-graduada pela UNICAMP em especialização de periodontia e pela ABCD em especialização de ortodontia. Atua na área de estética, cirurgia oral e implante.

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