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Excesso de flúor pode prejudicar o organismo? Entenda!

Atualizado em 28/09/2021
Tempo de leitura: 3 min.

A discussão a respeito do uso do flúor está cada vez mais intensificada, uma vez que essa substância tem sido relacionada a diversos problemas de saúde. Nós preparamos este artigo para que você fique por dentro do assunto e entenda se, afinal, o flúor faz bem ou não. Continue lendo para conferir:

A imagem mostra o desenho de um dente feito com flúor azul.

O papel do flúor na proteção dos dentes

Não podemos negar que o flúor tem um papel importante na proteção dos dentes. Há mais de 60 anos ele é utilizado em todo mundo adicionado à água de consumo e aos cremes dentais e produtos para higiene bucal.

O flúor age na estrutura dos dentes favorecendo a mineralização do esmalte dentário para que ele se torne menos suscetível ao desenvolvimento de cáries. Esse mineral também participa do processo de formação dos ossos.

Essa substância, ainda, evita o processo de desmineralização dos dentes, que ocorre quando os minerais são perdidos por causa do contato com alguns alimentos e bebidas ingeridos no dia a dia, como aqueles que têm uma composição mais ácida, como as frutas cítricas.

Sendo assim, o flúor faz bem para os dentes, no entanto, com as mudanças que aconteceram nas últimas décadas no estilo de vida das pessoas, elas passaram a ter um contato excessivo com esse mineral. Isso é o que vem trazendo prejuízos para a saúde.

Os perigos do contato excessivo com o flúor

Mesmo as substâncias mais benéficas para o corpo trazem prejuízos para saúde quando consumidas em excesso. O ferro, por exemplo, tão importante para evitar a anemia, também pode causar problemas para o fígado. A vitamina C essencial para o sistema imunológico, afeta os rins provocando cálculos renais, além de causar diarreia, dor abdominal, dor de cabeça e cólicas.

Com o flúor isso não é diferente. Mesmo ele sendo importante para a estrutura dentária, seu excesso no organismo traz prejuízos. No caso das crianças, o contato excessivo com o mineral provoca fluorose dentária, um problema que ocorre no desenvolvimento dos dentes afetando a estrutura deles.

Além disso, o consumo excessivo de flúor está relacionado a problemas da tireoide, como o hipotireoidismo; também pode alterar o funcionamento do sistema imunológico, favorecer a osteoporose e causar sintomas como:

  • aftas;
  • perda de apetite;
  • fraqueza;
  • náuseas;
  • cólicas;
  • dores abdominais;
  • vômitos;
  • perda de peso.

É por isso que atualmente existe a discussão a respeito do equilíbrio entre as vantagens e desvantagens do uso do flúor. No Brasil, por exemplo, esse mineral precisa, por lei, ser acrescentado à água de abastecimento público. Assim, quando ingerida, utilizada para o preparo de sucos e alimentos, as pessoas estão ingerindo também esse mineral.

O problema é que os produtos utilizados para o os cuidados bucais são enriquecidos com flúor. E ainda, esse mineral é encontrado em alguns alimentos, como cebola, alho, frutos do mar e até mesmo na mistura clássica da mesa dos brasileiros: o arroz com feijão.

Sendo assim, as pessoas atualmente estão sendo excessivamente expostas ao flúor. É por isso que precisamos de atenção com o modo como cuidamos dos nossos dentes e com os hábitos no dia a dia.

Alternativas para cuidar dos dentes de uma forma segura

O flúor pode ser uma substância tóxica quando em excesso no organismo. Portanto, é preciso garantir que pessoas de todas as faixas etárias recebam uma dose equilibrada do mineral, de acordo com as suas necessidades.

Para garantir um cuidado adequado com os dentes, sem prejudicar o organismo, é importante se consultar com um dentista. Por meio da avaliação dos seus hábitos, dos alimentos que costuma ingerir, entre outros aspectos do seu estilo de vida, ele ajudará a definir a melhor forma de cuidar da sua saúde bucal sem ter um contato exagerado com o flúor.

Também é uma alternativa evitar o consumo da água de abastecimento público, dando preferência às marcas minerais que não contenham essa substância. Outra medida é ter atenção com a concentração de flúor do creme dental utilizado, principalmente para crianças. No caso delas, o ideal é a utilização de um produto específico para sua idade.

Encontramos no mercado cremes dentais produzidos com ingredientes naturais e alguns também orgânicos. É interessante conversar com seu dentista sobre essas opções para descobrir se elas atendem melhor a sua necessidade e se realmente são seguras para substituir os cremes convencionais.

Como recomendação adicional, evite a fluoretação dos dentes feita em casa. Algumas pessoas cultivam esse hábito, no entanto, isso só pode ser feito pelo dentista em consultório e se o especialista julgar necessário.

Conte sempre com o suporte de um profissional para orientar sobre os melhores cuidados com a sua saúde bucal. Agende uma consulta e esclareça suas dúvidas a respeito do flúor, para que você possa adequar a ingestão e o contato desse mineral em seu dia a dia, mantendo a proteção dos dentes sem oferecer riscos para o organismo.

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Até o próximo post!

Por Dra. Lícia Ney Pizzocolo Gonzalez
CRO-SP 61423. Formada pela Universidade Estadual de São Paulo – UNESP – em 1998, é pós-graduada pela UNICAMP em especialização de periodontia e pela ABCD em especialização de ortodontia. Atua na área de estética, cirurgia oral e implante.

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