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O que pode causar mordida profunda e como tratar?

Atualizado em 30/09/2021
Tempo de leitura: 4 min.

A mordida profunda é um problema que se caracteriza pelo encaixe inadequado das arcadas dentárias, onde os dentes anteriores (da frente) da arcada superior recobrem em excesso os da arcada inferior, afetando a funcionalidade delas e a estética da pessoa.

A imagem mostra a ilustração de uma pessoa sendo examinada por uma doutora.

A mordida profunda é um tipo de má oclusão que faz com que os dentes da arcada superior anterior cubram em excesso os da arcada inferior. O ideal é que os dentes da frente da arcada de cima não cubram mais do que um terço dos dentes de baixo, para que haja um movimento adequado dos dentes. Em alguns movimentos da mastigação, os dentes anteriores inferiores devem deslizar para frente, e chegar a tocar os dentes superiores anteriores borda com borda. Se este caminho é muito “íngreme” (porque o dente superior cobre muito o inferior), todo o sistema irá fazer muita força, a qual irá atrapalhar em várias situações a mordida

Nos quadros de mordida profunda, pode acontecer até mesmo de os dentes inferiores tocarem a gengiva atrás dos dentes superiores. Isso afeta tanto a funcionalidade das estruturas bucais e a mastigação quanto pode prejudicar a aparência do indivíduo, quando também ocorrem alterações na estrutura facial.

Diversos fatores podem levar à mordida profunda, mas a boa notícia é que esse problema tem tratamento. Continue lendo para conferir as informações.

Causas da mordida profunda

A mordida profunda pode ser causada por fatores que envolvem desde as características de desenvolvimento do próprio indivíduo até mesmo condições ao longo da vida, que causam alterações na anatomia das estruturas bucais. Confira a seguir as principais causas dessa má oclusão.

Retrognatismo mandibular

O retrognatismo mandibular se caracteriza por um déficit no crescimento da mandíbula em relação ao maxilar superior. Ela cresce pouco e, por isso, a arcada dentária superior acaba recobrindo em excesso a inferior devido à extrusão dos dentes. Essa pode ser uma condição genética. É o famoso “queixo para trás”, ou “queixo para dentro” ou “falta de queixo”.

Extrusão dentária

Os dentes de ambas as arcadas precisam se tocar para poderem trabalhar juntos, tanto para auxiliar corretamente a fonética como durante o processo mastigatório. Quando não existe esse contato, os dentes superiores podem sofrer um processo chamado de extrusão dentária. Eles se movimentam para fora do osso, como se crescessem mais do que o ideal.

Musculatura hipertônica (maior, mais forte)

Essa condição consiste em uma musculatura facial forte demais. Essa força excessiva faz com que os dentes posteriores, ou seja, os do fundo, recebam uma sobrecarga contra a estrutura óssea, fazendo com que a sobreposição dos dentes anteriores aumente. No “frigir dos ovos”, os dentes do fundo se desgastam e os dentes da frente se “apertam” mais do que o normal.

Bruxismo

Esse distúrbio, também conhecido como ranger de dentes, pode ter como uma de suas complicações o desgaste do esmalte dentário. Quando isso acontece há uma perda da dimensão vertical (distância queixo – nariz) das arcadas dentárias na região posterior. Logo, os dentes anteriores apresentam má oclusão. Gera o mesmo desgaste dos dentes do fundo, comentado acima no indivíduo com a musculatura forte.

Perda dentária

Quando os dentes posteriores são perdidos também existe a tendência para que aconteça a mordida profunda. Afinal, como acontece no bruxismo, teremos uma perda da dimensão vertical (distância queixo – nariz) das arcadas, fazendo os dentes se “encontrarem” em excesso.

Complicações da mordida profunda

Os quadros de mordida profunda podem trazer algumas complicações para o indivíduo. Uma delas é o prejuízo para a sua estética, já que há um encaixe inadequado das arcadas que prejudica a aparência do sorriso. Em alguns casos existe também um impacto na estrutura óssea, quando a má oclusão é decorrente de problemas no desenvolvimento dos ossos da face.

Pode ocorrer, ainda, um desgaste no esmalte dentário dos dentes tanto superiores quanto inferiores. Isso porque os inferiores farão atrito em excesso neles, levando a essa perda de estrutura. As gengivas também podem sofrer lesões tanto pela força desferida nos dentes quanto quando são alcançadas pelos dentes inferiores.

Mais um problema decorrente da mordida profunda é aquele que afeta a articulação temporomandibular. Nós temos duas, uma de cada lado da cabeça, bem à frente do ouvido. Essa articulação é responsável pelos movimentos da mandíbula, então, quando há algum desequilíbrio em toda a estrutura dentária e bucal pode ocorrer uma sobrecarga ou mau funcionamento dessa articulação. Vale ressaltar que a saúde dessa articulação decorre da saúde e posicionamento dos dentes.

Opções de tratamento para mordida profunda

O tratamento da mordida profunda vai depender daquilo que está provocando esse problema. Quando se trata da posição dos dentes, por exemplo, é possível utilizar os aparelhos ortodônticos; mas se o problema está em nível ósseo, existe a opção dos aparelhos ortopédicos.

Entretanto, dependendo da condição óssea, pode ser necessário uma cirurgia ortognática, a fim de ajustar o tamanho dos maxilares para que eles estejam em harmonia e se encaixem com perfeição.

Tanto no tratamento ortodôntico, no ortopédico, na ortognática, o final do tratamento somente é atingido depois de se ter uma segurança no engrenamento dos dentes, muitas vezes temos que lançar mão de ajustes oclusais, encaixes dos dentes com lentes, facetas e próteses posteriores.

Para os casos de excesso de força na musculatura, bruxismo e perda dentária, precisamos devolver a dimensão vertical de oclusão (distância queixo nariz) e encaixar bem os dentes, portanto são realizados tratamentos específicos para essas condições, com instalação de implantes, uso de próteses, restaurações, aplicação de coroas, lentes de contato, facetas, uso de placa miorrelaxante ou injeções de toxina botulínica.

O mais importante é identificar a mordida profunda para que ela seja tratada o quanto antes. Lembrando que por meio da ortodontia preventiva durante a infância é possível perceber alterações no desenvolvimento bucal e facial quando estiverem no começo, facilitando ainda mais o tratamento no futuro.

Por Dr. Marcos Ney Pizzocolo
CRO-SP 56458. Formado pela Universidade Paulista – UNIP – em 1995 e pós-graduado em especialização de prótese dentária. Atua na área de estética, implante, cirurgia oral e reabilitação oral.

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