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Mesmo escovando bem os dentes surgiu uma cárie? Entenda o motivo!

Atualizado em 18/08/2023
Tempo de leitura: 3 min.

A cárie pode ser causada por outros fatores que vão além da formação da placa bacteriana. Algumas pessoas têm uma propensão maior para esse problema bucal, e isso pode acontecer, por exemplo, em função das características do seu próprio organismo.

O descuido com a higiene bucal é a principal causa de ocorrência de cáries em pessoas de todas as idades. No entanto, existem casos em que essas lesões se desenvolvem mesmo quando o indivíduo faz as escovações da maneira correta.

Isso acontece porque existem outros fatores que contribuem para a formação das cáries. Sendo assim, alguns estão mais propensos a terem esse problema do que outros, mesmo escovando bem os seus dentes.

Se você também já teve uma cárie mesmo caprichando na higiene bucal, continue lendo para entender o que pode ter provocado o problema.

Características da microbiota bucal

Não deve ser novidade para você que a cavidade bucal do ser humano contém diferentes bactérias. Nem todas elas causam malefícios, mas algumas favorecem a formação das cáries, e isso explica por que algumas pessoas têm esse problema mesmo escovando bem os dentes.

Durante a primeira infância, quando os dentes ainda estão nascendo, a microbiota da região bucal também começa a se formar. Se nesse período a criança tiver contato com alguma bactéria agressiva, isso tende a alterar o perfil da microbiota, favorecendo as cáries ao longo da vida.

Ou seja, se você tem as lesões mesmo escovando bem os dentes, pode ser que algumas bactérias da sua boca estejam contribuindo para isso.

Alterações no fluxo salivar

A saliva ajuda a manter o equilíbrio do pH da boca. Ela também influencia o processo de mineralização do esmalte dentário. Além de tudo isso, ajuda a fazer uma limpeza natural da boca. Então, quando ocorrem alterações no fluxo salivar, as cáries tendem a aparecer com mais facilidade.

Algumas pessoas apresentam um problema chamado boca seca (xerostomia). Ele se caracteriza por uma redução significativa da saliva, que pode acontecer, por exemplo, em função do uso de alguns medicamentos ou por respirar pela boca.

Nessas situações, a cavidade bucal e suas mucosas ficam ressecadas pela perda da saliva, e os dentes perdem a sua proteção natural, ficando mais suscetíveis para as cáries.

Sustentabilidade genética

De acordo com a Associação Brasileira de Odontologia, pesquisadores da Universidade de Zurique conduziram um estudo para identificar os genes responsáveis pela formação do esmalte dentário.

Uma das descobertas feitas por meio dessa pesquisa foi que algumas mutações no DNA poderiam fragilizar o esmalte dentário, favorecendo a formação das cáries. Essas mutações ocorreriam em proteínas causando defeitos na camada de cobertura dos dentes. Dessa forma, os agentes causadores de cáries poderiam penetrar com mais facilidade no esmalte.

Dieta rica em açúcar

Especialistas recomendam não oferecer açúcar para as crianças muito cedo para que o paladar delas não se acostume ao sabor açucarado. Isso porque a tendência é de que o paladar acabe exigindo cada vez mais o doce.

O consumo de açúcar altera o pH da boca e favorece a proliferação de bactérias. Mesmo quando escovamos os dentes, nem sempre é possível eliminar por completo os resíduos. Assim, quem ingere muitos alimentos doces, mesmo escovando os dentes depois disso, tem maiores tendências para a formação de cáries.

Um detalhe que você não pode esquecer, também, é que apenas usar a escova não é suficiente para fazer uma prevenção completa. O ideal é usar o fio dental pelo menos uma vez por dia para eliminar os resíduos que ficam entre os dentes, e que também favorecem a formação de cáries.

Além disso, é indispensável passar por consultas regulares com o dentista para fazer a profilaxia dentária e adotar outras medidas preventivas conforme suas necessidades. O especialista vai recomendar a periodicidade ideal, de acordo com aquilo que é melhor para sua saúde bucal. Procure respeitar esse período para que problemas sejam identificados no começo, evitando maiores complicações.

Por Dr. Marcos Ney Pizzocolo
CRO-SP 56458. Formado pela Universidade Paulista – UNIP – em 1995 e pós-graduado em especialização de prótese dentária. Atua na área de estética, implante, cirurgia oral e reabilitação oral.

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